quarta-feira, setembro 21, 2005

O cair do véu...

Os olhos negros desconhecidos, as palavras soltas entre os acordes, o palpitar das velas que, pelo fogo, se deixavam consumir, um misto de emoções e novas sensações que afloraram e se fizeram certas quando tudo parecia errado. A paixão por instantes, o fascínio para sempre. A doce tristeza de um destino que não se pode mudar e a frágil certeza de que o final dá forma às formas que a vida, inevitavelmente, tomou.
É como o desfecho de um livro em que tudo faz sentido, ou como a última peça de um puzzle que revela aos nossos olhos o que sempre la esteve, timidamente escondido. É, nada mais, que o último badalar do relógio, antes do silêncio e da calma.
* Uma tristeza doce, que sabe bem sentir, quando é sentida como o revelar da felicidade que aí vem ou pode vir, consoante o nosso esforço *