Terça-feira, Outubro 30, 2007

Maybe soon

Que no meu hipotético regresso tudo seja mais colorido e feliz. Até já.

Domingo, Setembro 30, 2007

Mudanças

(...)
Num segundo tudo muda. E naquele momento, apenas naquele momento, somos felizes outra vez.

Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Trying to reach some...

Clarity.
Peace.
Serenity.

Terça-feira, Julho 31, 2007

O que ainda é

Sinto. Ainda sinto.
A cada dia nascido,
A cada novo luar.
Sinto como pela primeira vez.
Sem temer o desconhecido,
Sem esquecer o que me fez sonhar.
Sinto-o nos olhos que me olham,
Nas feridas que ainda doem,
Até nas mãos que recuso tomar.
Sinto pelos momentos que foram,
Pelo calor dos abraços passados.
E ainda que essas horas não voltem,
Ainda que o tempo ameace parar,
Sei que sempre sentirei,
Enquanto o meu coração pulsar
.

Sábado, Junho 30, 2007

Mundo ao contrário

Não sei o que dizer. Pela primeira vez em muito tempo os pensamentos fluem mas as palavras, essas, não se concretizam, como se proferi-las fosse a prova final e irrefutável de que a realidade é mesmo real.
Sinto-me dentro duma história que não é a minha, mas que sou forçada a viver por imposição da própria vida que me escolheu. Vejo-me diariamente induzida a repetir tarefas e a verbalizar frases e sermões que me deviam ser destinados a mim. Observo, grande parte das vezes passiva, comportamentos e atitudes que não entendo. Vivo, na verdade, num mundo que não me pertence ou a quem eu não pertenço, um labirinto indecifravel do qual sairei sob pena de perder quase tudo o que tenho, sem nunca ter de facto nada.
As dúvidas e a inexperiência pesam mais que nunca, agora, que sou forçada a ser base de apoio assente em areias movediças. Faz falta a mão que me impeça de cair, também eu, num abismo sem fundo à vista. Aquele poço escuro onde se perdem corpos e almas para nunca mais serem encontrados. Não sei que mão é essa. Não sei se um dia me sentirei segura e amparada por alguem que não me peça o mundo em troca.
E é sempre assim.
* Este não é o teu momento. Nem tão pouco é teu o direito de perturbares a pouca paz que alcancei no silêncio que me deste. *

Sexta-feira, Maio 11, 2007

When life makes you think

Estou cansada de estar cansada. É como se me tivessem aprisionado num estado de alma eterno, um labirinto sinistro do qual não sei nem me esforço para sair. Sinto-me cada vez mais responsável pelo destino que aos poucos vai chegando. Conveço-me agora de que talvez a incerteza na estabilidade do futuro seja em grande parte construída por nós, por mim. Eu que me recuso a aceitar que o passado é só uma lição e nada mais que isso, que os dias que foram não podem nem devem ser obstáculos no caminho em direcção à vida que me espera.
Não. Eu ainda não sei viver. E o medo de nunca aprender consome-me aos poucos. Talvez seja suposto ser assim, e este seja o momento onde todas as dúvidas emergem e onde quase todas as respostas são encontradas. Ou talvez a vida seja simplesmente uma procura eterna de razão, que explique o que o coração não consegue entender.
Gosto de pensar que toda esta fase é apenas um rascunho da vida, e que mais tarde vou poder passar a limpo todas as imperfeições que eu ou outros cometeram. Não que as falhas nos diminuam enquanto pessoas. Acredito no poder dos erros. É aprendendo com eles que nos tornamos seres humanos mais correctos, que damos mais um passo em direcção à perfeição inatingível. Mas por vezes os erros deixam demasiados fantasmas que raramente temos a capacidade de destruir.
Sinto-me confusa e sem sentido. As palavras que emergem não dão vazão aos pensamentos que fluem à velocidade da luz. As imagens da mente tornam-se imunes a qualquer análise mais detalhada, dando lugar a dúvidas constantes que assombram, assustam e aterrorizam. Quero seguir sem olhar para trás. Encontrar a paz que me permita seguir o meu caminho sem medo de lembrar porque já não vai doer.
* Am I broken beyond repair? *

Quarta-feira, Abril 11, 2007

Quando o passado te cai nas mãos...

Hoje o destino é irónico e faz das nossas vidas brincadeira de fim de tarde. Imagino-te agora no teu macabro refúgio, desprovido de alma e de coração, mas sentindo, ainda assim, a dor das feridas que tu próprio abriste. Por esta altura já te apercebeste que as tuas acções são afinal eternas, como o peso que por certo terás sobre o que resta da tua consciêcia.
Pensas que amanhã é outro dia e que o tempo vai arrumar tudo o que fizeste questão de deixar fora do sítio. Ingénuo. Por ti o tempo não fará nada para além de acentuar esse estado caótico onde te encontras sem dares a perceber. Viverás para sempre o mesmo dia. Sem paixão, sem cor, sem o vermelho do sangue que não quiseste mais.
Talvez aches que é um fardo demasiado pesado para um crime como o teu, ou talvez até ignores a punição como ignoraste aquilo que tinhas de mais precioso. Mas não te percas em ilusões. A justiça acaba sempre por acontecer e o passado acertará finalmente contas contigo.
* Fazer justiça às vezes também doi. Acredita que doeu. *