São pedras. Caminho descalça sobre pedras e não tenho alternativa. Fugir a elas é fugir à vida e ao destino, esconder-me delas é condenar-me ao eterno sofrimento do incerto. Assim caminho. Para onde não sei, mas vou de livre vontade. Nada me arrasta a não ser esta necessidade de viver intensamente o que me dás. E se amanhã acordar para o vazio de um dia sem ti então, mesmo assim, vou ser feliz.
Existimos. Ainda que por horas, dias ou meses, a nossa história foi nossa e não minha ou tua. Quero acreditar que o que construímos é algo inabalável, capaz de resistir aos teus ventos e às minhas tempetades. E ainda que saiba que isso não pode ser verdade, ainda que o meu coração palpite incerto na incerteza do desconhecido, tenho a esperança que o destino seja outro, diferente daquele que me tem sido dado a conhecer.
Por ti vivo na interrogação, sempre que quiseres, mas hoje deixa-me "fingir que não vou voltar. Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar, amanhã."
* Só hoje... *