quinta-feira, junho 22, 2006

Era meu

Esse caminho era meu. Aquele no qual te decidiste atravessar e travar-me o passo sem pensar nas consequências que isso me traria. Cansaste-te do rumo indefinido do teu, não foi? Então achas-te por bem tomar atalhos que não eram teus, tomar a paz que não era tua, porque assim não tinhas que te preocupar com o sentido que não tens, ou tão pouco com os afectos que não sentes.
O meu caminho era o mais fácil, o fruto tão apetecído que de proíbido tinha só o facto de me pertencer, e isso para ti nunca foi problema. Assim seguiste, tomando do meu próprio fôlego porque do teu não querias desperdiçar, e quando te apoderaste do cansaço que eu sentia percebeste que era altura de escolher outro caminho. Não o teu. O teu nunca. Mas o de alguém que, mais que eu, te conseguisse voltar a dar a vitalidade que me sugaste nas horas que caminhei por ti.
Foi vida que vivi por ti. Vida minha que fará, fatal e inevitavelmente, parte da tua. Por muito que o negues, por muito que a tentes apagar com silêncios de indiferença e palavras que não conheces nem sentes. E quando tomares consciência disto, não te percas em ilusões, o teu tempo não volta atrás, assim como a vida que me tomaste continuará a ser sempre o momento que não me deixaste viver.
* Procura o teu caminho. *

terça-feira, junho 20, 2006

The End

Não sei se é alívio o que o fim traz. Não sei se é maior a tristeza do ponto final irreversível, se a alegria de que nada volta a ser incerto, porque nada volta a ser e pronto.
É estranho, sabes? É estranho quando a nossa passividade dá mais frutos que a nossa revolta. Então as coisas caiem-nos nas mãos e conseguimos enfim tocar aquilo que já havíamos quase esquecido. Aí, passamos a encarar tudo como dado adquirido e pensamos que nada pode dar errado onde o destino meteu o dedo. Não é bem assim.
Talvez o destino me quisesse pôr à prova, ou talvez o destino me quisesse apenas mostrar que quero coisas diferentes daquelas pelas quais luto e sofro. Seja como for, hoje sei que o fim traz apenas a liberdade da alma que vivia presa às tuas acções e à tua indiferença. E se no futuro haverão horas em que a distância pode doer, também sei que o meu presente tem mais um pouco daquilo que nunca me conseguiste dar.
* Não amor, o fim não apaga. O fim esclarece. *

quinta-feira, junho 15, 2006

It's never enough...

Adoro-te mas isso não chega. Enfrento todas as tempestades do Mundo, por ti e por nós, mas isso nunca é suficiente. Chego mesmo a parar a minha vida para tomar o passo da tua, mas isso parece ser irrelevante. Perco horas da minha vida a tentar resolver os puzzles da tua cabeça, mas isso nunca conta.
Sabes, a calma não é cega a tudo o que me fazes viver e o amor não continua a crescer se o parares de alimentar. Pensa nisso.
* Mood Today: So tired... *

domingo, junho 11, 2006

Já não há nada...

Há coisas contra as quais não vale a pena lutar. Ou pelo menos lutar incondicionalmente. Coisas que nos ultrapassam e que não compreenderemos nunca, por mais definidas que sejam. Há destinos que não foram feitos para serem forçados ou desviados e que irão sempre culminar naquilo que achavamos que tínhamos o poder de mudar. Não temos. Não tenho.
Não tenho a capacidade e perdi a força da insistência. Travar batalhas contra faces que não se mostram e que se escondem sem um porquê é surreal, é para lá daquilo que considero justo e digno. Então lanço a toalha, entrego as armas e sigo o mesmo caminho do qual nunca me deveria ter desviado. Se perco ou não, não sei. Sei apenas que ganho tranquilidade e preservo a dignidade que ainda tenho.
É só mais uma lição, daquelas que se arrumam na prateleira suficientemente perto para não serem esquecidas, e suficientemente longe para não serem constantemente lembradas.
* Não há razões que cheguem para perceber. Não há amor que chegue para perdoar. *

domingo, junho 04, 2006

Doubts

As coisas deviam ser mais definidas. Não completamente transparentes, mas mais fáceis de antever. É por isso que me encontro tanta vez neste estado de ansiedade, quase à deriva no mar das minhas incertezas. Porque as razões que me dão sorrisos podem não ser certas no mundo real, porque aquilo que me tira o sono pode não ser mais que histórias feitas na pressão do momento.
Quero um amanhã de Sol, sem lugar para questões nem medos. Um amanhã de certezas que, embora muitas vezes incertas, me dêem a tranquilidade que preciso para continuar a lutar. A lutar por mim. A lutar por ti e por nós.
* I need you... of that i'm sure. *