"Amar depois de Amar-te"
Hoje escrevo para ti e por ti. Tu que me tiras a liberdade quando me aprisionas nos lugares onde não posso nem sei amar mais ninguém. Tu que és tantos outros pelos quais me perdi também, sem nunca me ter voltado a encontrar.
Não é de livre e espontânea vontade que volto, tantas e tantas vezes, às palavras e atitudes que por serem inexplicáveis me forçam a buscar o sentido que me devolva a paz. Essa paz que procuro quando questiono e meto em causa o destino que nos calhou. Em vez disso descubro, então, que o que restou não foi ódio nem dor, mas sim o pavor de encontrar nos olhos de alguém o rumo da vida que deixei de viver por ti.
Eu acredito na força e na persistência, no poder de nos mostrarmos transparentes aos olhos de quem tem tudo aquilo que é preciso para nos fazer felizes. Mas neste momento, os fantasmas, que arrastam consigo as tuas atitudes, prendem-me os movimentos e não me deixam encarar a luta que em tempos eu sei que teria travado sem me permitir uma única hesitação.
* Negas-me batalhas, devolves-me o medo, tiras-me a paz. E mesmo assim... mesmo assim não tens nada. *
