domingo, abril 16, 2006

Estranho... mas sentido


A vida é demasiadamente estranha para a passarmos a tentar compreendê-la, e os sentimentos afloram-nos à pele sem percebermos porquê.
Não Francisco, não te conhecia, mas a notícia da tua morte estúpida acertou-me em cheio e fez-me perceber que realmente a vida é tão curta, que mais vale seguir sem fazer muitas ondas, apelando à paz e não à guerra, quer no nosso espírito quer no nosso Mundo.
Partes cedo. Cedo demais para quem tinha tanto para dar e receber. Mas quando não há mais nada a fazer se não lamentar a nossa perda, vale sempre a pena lembrar que existiram pessoas como tu que, pelo menos a representar, nos fazia dar boas gargalhadas e nos transmitia uma alegria de viver que não devia ser excepção em nenhum de nós.
* Que descances em Paz e que daí de cima o teu olhar seja mais uma estrela para iluminar o caminho, pelo menos de quem hoje te chora. O teu sorriso, esse não morreu contigo, e estou certa que viverá para sempre nos corações de quem te recorda com saudade. *

terça-feira, abril 11, 2006

Day by day

O tempo não apaga mas esbate contornos. O que hoje parece extraordinariamente definido e marcante, amanhã pode ser quase imperceptível. É assim que a vida é feita, é assim que somos feitos e é por isso que o fardo que carregamos vai-se tornando mais leve de tão pesado que é.
Não parei nem regredi. Sei que estou a levar o rumo que, se não é certo, pelo menos é o mais viável. Há dias em que me apetece fazer atalhos e voltar atrás só porque o tempo também traz saudades, mas a bagagem que levo comigo faz-me lembrar que não há vida que chegue para isso e que o melhor é mesmo seguir.
* E que venha o Sol, as gargalhadas e os devaneios que me vão limpar a alma. Até daqui a uns dias... =) @ Algarve *

quarta-feira, abril 05, 2006

Letting you go


Há momentos que claramente nos dizem que não há volta a dar. Que o melhor é parar, respirar fundo e escolher outro caminho diferente daquele que queremos. Nunca vamos ter tudo o que desejamos, e mesmo que lutemos, temos que estar conscientes que as batalhas também têm que ter um fim, mesmo que não seja aquele que sempre sonhámos.
Fiz as minhas escolhas como se o passado não me tivesse ensinado nada. Voltei a pôr o pé em sitios que já tinha prometido não voltar a pisar. Felizmente lembrei-me a tempo que as lágrimas de antes deixaram lições para sempre, e que essas lições devem ser aproveitadas para o resto da minha vida. Então voltei para trás. Volto hoje, agora, neste preciso momento, mesmo sem saber se tinha valido a pena, mesmo sem saber se a luta daria frutos.
Não gosto de desistir das coisas, mas gosto menos de insistir por burrice ou porque não quero ver as coisas como elas realmente são. Não, as coisas não são tão lineares assim, e não, ninguém tem 0% de hipóteses naquilo que quer investir mesmo sabendo que é quase impossível. Há sempre uma luz ao fundo do túnel que nos ilumina e que nos faz pensar que podemos mudar os outros e aquilo que lhes vai na alma. Às vezes é assim, outras nem por isso. E porque não quero morrer na praia, porque não quero viver para descobrir que afinal não vale a pena, prefiro entregar as armas agora, enquanto ainda há pouco sangue derramado, enquanto a dor que dói não é maior.
Talvez não seja a melhor decisão, talvez até seja a pior de todas, mas por agora parece-me a mais sensata e a que a longo prazo me trará certezas de que estou melhor assim, por minha própria conta e risco. Não é fácil, mas também ninguém disse que era. E tendo em conta que nenhuma das decisões que eu possa tomar será fácil, fico-me por esta. Assim pelo menos sei com o que não posso contar e não vou criando ilusões que depois não têm lugar para se concretizarem.
"You love me but you don't know who I am", he said.
* I let you go *