domingo, outubro 30, 2005

As time goes by...

Vazio é a palavra. Não é vazio deste ou daquele, é o vazio de quem já não sente e que descobriu que o que sentia era fruto da vontade e da paixão que tem pelo amor. As lágrimas continuam a correr, e o coração ainda bate descompaçado como em todas as vezes que o levaram por uns tempos, mas a dor que provocam não é de perda. É uma dor diferente, que nem é dor, e que culmina na clara e amarga consciência de que tudo passou e já só magoa porque deixou de magoar.
Os olhos perdem a expressão e a alma a coragem e o entusiasmo de avançar contra o tempo e as evidências. Aprendemos que, afinal, o Mundo não parou e continua a girár-nos numa jornada sempre igual em que o ponto de partida será sempre o de chegada e nunca nada será diferente do que vivemos hoje ou há cem anos.
Sabe bem esta liberdade de quem descobre que, no fim, não resta muito por onde tropeçar, e, ao mesmo tempo, é assustador o espaço vago que, subitamente, vemos em nós. Um espaço que só é preenchido por ilusões de quem necessita sentir algo para provar a existência, nem que essa essa existência seja apenas validada pela dor de um amor que não se sente.
* «Esta insatisfação, não consigo compreender. Sempre esta sensação que estou a perder. Tenho pressa de sair, quero sentir ao chegar a vontade de partir para outro lugar.. Vou continuar a procurar o meu Mundo o meu lugar, porque até aqui eu só quero quem, quem eu nunca vi, porque eu só quero quem, quem não conheci.. Porque eu só quero quem, quem eu nunca vi..», Donna Maria - "Estou além" *

sábado, outubro 29, 2005

Changes

O vento muda, leva lágrimas e sorrisos, sem esperar que lhe acompanhemos o passo. Destrói abrigos que construímos durante a calmaria que se instalou e deixa-nos desprovidos do que nos reconfortava o espírito. Deixa o vazio do tempo que nos espera e que esperamos, e segue o seu caminho prometendo voltar.
Reina o silêncio e a ausência dos cheiros que nos preenchiam, o chão que pisamos já não é o mesmo e as feridas doiem mais agora. Nada é novo, mas a cada tempestade apaga-se uma estrela no nosso olhar.
* São saudades.. Só saudades *

segunda-feira, outubro 24, 2005

Open door

Quantas vezes vais olhar para trás
Estás preso a um passado que passou
Quantas vezes vais ser tu capaz
Fazer sair quem por engano entrou
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
Sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Olha em frente e diz-me aquilo que vês
Reflexos de quem conheces bem
Ouve essa voz é a tua voz
Dá-lhe atenção e a razão que tem
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
Sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não podes parar
Estás de passagem
Vai aonde queres
Sê quem tu quiseres
Estende a tua mão
A quem vier por bem
Abre a tua porta, não tenhas medo
Tens um mundo inteiro à espera para entrar
Sorriso no rosto talvez o segredo
Alguém que te quer falar
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não podes parar
Estás de passagem
Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja um sinal que não o podes parar
Estás de passagem, só de passagem, estou de passagem
Para outro lugar


Pólo Norte "Deixa o Mundo Girar"

* E tudo se resume a isto. Não faz sentido fechar a porta aos meus desejos e convicções com medo de não conseguir. Posso até não conseguir, mas desta vez vou-te dar mais trabalho. Porque afinal.. estamos aqui só de passagem *