segunda-feira, fevereiro 28, 2005

What does not kill us make us so damn stronger

Tenho pensado mais em mim e no meu bem estar, e talvez assim chegue a algum lado. Parei de ouvir conselhos, vou seguir os meus. Quem melhor do que nós próprios para saber o que é bom para nós? Sim, por vezes escolhi caminhos errados e sofri consequências pesadas. Mas, por muito que nos custe, a vida é isso mesmo. Errar uma, duas, mil vezes, se for essa a quantidade necessária para daí extrairmos uma lição.
Tenho errado muito. Tenho me desrespeitado em diversas situações, não agora, mas ao longo de toda a minha vida. Sempre pensei valer menos que os que me rodeavam, e deixei que me magoassem. Nunca fui feliz, porque nunca gostei de mim como sou capaz de gostar dos outros. Como gosto de gostar e demonstrar que gosto dos outros. Não sei se um dia vai ser diferente, mas hoje olho para trás com outros olhos. Olhos de quem demonstra, agora, a capacidade de aproveitar o que a vida lhe dá, de forma igual, aprendendo incondicionalmente.
Não mudei. Vou mudando. E a cada dia penso e sinto algo diferente. A dor não desaparece assim, e as feridas não saram como que por magia, mas vão-me fazendo crescer como pessoa, e ao mesmo tempo que magoam, servem de escudo para as batalhas que aí vêm.
* Não o entendas como um adeus, pensa nisto como um até já. E assim tudo será mais fácil. Parabéns *

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

My letter to you

Insisto em andar por caminhos incertos e pintar a minha vida a preto e branco. E sei que um dia vou acordar e perceber que é já tarde, e que o passado não é possível mudar. Fecho-me dentro de mim e penso que só tu me podes libertar. Não é verdade. Só eu posso fazer de mim aquilo que um dia serei.
Passo a passo apercebo-me que vivo a vida no passado, ao invés de, no presente, construir o futuro. Talvez porque cheguei a pensar que ele não existia sem ti. Mas existe. Melhor ou pior, o meu futuro adivinha-se sozinho de ti. Magoa. Magoa-te a ti, eu sei. Quantas e quantas vezes não dou por mim a imaginar o que sentes agora, mas logo me lembro que talvez a tua felicidade atenue a minha falta. Espero que sim. Espero que as horas vão, pouco a pouco, apagando esse teu sentimento, e que no fim penses em mim sem saudade.
E minto-te de novo. Não quero que me esqueças e não te quero esquecer. Porque sempre gostei de gostar de ti e de te demonstrar a importância que tinhas para mim. Sempre gostei de estar ao teu lado e de te ajudar quando precisavas de alguém. E isso fazia-me tão bem.
Sinto uma necessidade enorme de parar o tempo ou de adormecer com ele. Acordar apenas quando não passares de um sonho distante ou de uma leve memória. Fazes-me falta. E conto os dias que consegui sobreviver ao vazio que não preenches, que temo não mais ser preenchido.
Queria te poder contar a vida sem ti, porque só tu me sabias ouvir sem julgar. Hoje todas as palavras que ouço me mandam esquecer tudo, esquecer-te a ti. Compreendo o que me dizem e porque pensam assim. Como gostava, também, que compreendessem porque está a ser tão dificil, e porque remei tanto contra a maré. Queria que não me julgassem quando, por vezes, nos momentos de fraqueza, digo não conseguir. Mas percebo porque o fazem. Nunca ninguém compreendeu ou compreenderá o que vivemos e o que fomos e somos um para o outro. Sabes disso tão bem quanto eu, mas nunca saberemos explicar.
Sei que vai e tem que ser assim. Mas sinto saudades. Saudades das pequenas coisas. Da maneira como te preocupavas comigo, de como procuravas a minha mão, do teu abraço apertado, do teu beijo na testa, da tua voz, do teu cheiro, até da maneira como róis e rasgas tudo o que te cai nas mãos. E tudo isto me faz gostar de ti. Entendes agora?
Ontem alguém me disse para não desistir de ti. Alguém que te conhece bem e sabe o que vales. E pela primeira vez não me senti sozinha neste sentimento que me levou durante todo este tempo a estar ao teu lado, para o bem e para o mal. Sorri por haver alguém no Mundo que entenda os meus porquês. Mas sorri derrotada. Não posso mais iludir-me com batalhas que são já perdidas.
Hoje sei que vou cumprir a promessa que te fiz, e que não vou terminar aqui a minha história. Não te vou magoar assim. Mas sei também que a minha história não vai ter a mesma luz se nunca mais fizeres parte dela, porque como diz a musica "deixas em mim tanto de ti".

terça-feira, fevereiro 22, 2005

A new stage

Não tenho tido tempo para pensar. A Faculdade tem mo roubado todo, e ainda bem. A minha cabeça precisava, urgentemente, de descansar e parar por uns segundos.
Ontem foi um dia cansativo. Tentei me levantar cedo para estudar Relações Públicas, mas tinha adormecido tão tarde que não consegui. Eram 11h quando comecei a ler qualquer coisa.O exame era às 19h e eu tinha aquela velha sensação de que o que estudei foi em vão. Pouco tempo depois liga-me a stora de Marketing. Ia haver às 15h uma reunião para falar sobre um possível estágio na Nicolau Breyner Produções, e ela queria saber se eu estava disponível. Disse que sim, como podia ter dito que não. Não esperava que aquilo desse em alguma coisa.
À 13h saí de casa para ir ter com a Joana. Fui o caminho todo até Lisboa sozinha, a pensar no que não devia, nas saudades que dificultam tudo e que, às vezes, quase me levam a ceder. Ainda estive uns dez minutos à espera dela no Campo Grande e depois corremos para a Faculdade. Não queriamos chegar atrasadas logo no primeiro contacto com o Director daquilo. Mas foi precisamente ele que chegou com meia hora de atraso. Quem pode, pode.
Depois de uns minutos à seca no café, lá chegou o senhor. Relativamente novo, simpático, acessível. Gostei. Explicou-nos que tipo de empresa era a NBP e a EPC (Empresa Portuguesa de Cenários para quem não sabe), que tipo de serviço teriamos que prestar, e pelo meio lá disse que tinha ganho um prémio de melhor aluno da Faculdade em 89. Apeteceu-me dizer: "Por acaso estava agora a pensar nisso!", mas vá, deixemos lá o senhor fazer uso do seu estatuto. A conversa acabou com um inesperado "Começam amanhã".
Chegámos cá fora completamente na Lua. Nunca pensámos que fosse tão fácil conseguir o estágio. Combinei com a Ana e com a Joana uma hora para nos encontrarmos, hoje, na Faculdade, e fui sozinha para o café. Escolhi uma das últimas mesas, para estar sozinha e conseguir estudar, mas para além da minha cabeça não parar, um grupo de fala barato's aterrou mesmo ao meu lado. Desisti e fui para a sala. Já lá estavam a Ana loira, a Vera, o Miguel e mais uns quantos que não me lembro, mas tudo com o mesmo objectivo: cabular. Num mundo de parvos quem se safa são os espertos. E fazem eles muito bem.
Eram 18h da tarde já estava a começar o exame. A stora deixou-nos fazer mais cedo. Achei relativamente mais fácil que a frequência, e até sabia, mais ou menos, as respostas, mas com os nervos acabo sempre por nunca responder, exactamente, aquilo que quero. Saí eram 19h30.
Eram já quase 21h quando cheguei a casa. Tomei banho e comi qualquer coisa. Está-se a tornar preocupante esta minha falta de apetite. Antes de me deitar ainda vim um pouco à net, mas não me tem apetecido estar aqui. Faz-me mal.
Hoje levantei-me um pouco antes das 11h. Vesti-me, comi, e fui ter com a Joana e com a Ana a Lisboa. No caminho para a estação ainda apanhei chuva. Finalmente. Já tinha saudades de ver chover. Quando cheguei ao metro a Joana já estava à minha espera. Algum dia havia de ser! lol! Passámos, primeiro, pela Faculdade, para ver se já tinha saído alguma nota, mas nada. Às 14h lá fomos então à NBP. Queriamos ser tão pontuais que exagerámos. Chegámos com uma hora de antecedência. Fomos extremamente bem recebidas por todos. Mostráram-nos as instalações, as fábricas onde montam os cenários, os escritórios e explicaram-nos melhor o que iriamos fazer. Tenho a certeza que vai ser uma experiência muito boa para nós.
Voltei para casa sozinha, a pensar em tudo de bom e tudo de mau que está a acontecer na minha vida. Sei que me estão a acontecer coisas muito boas, e que muita gente não tem as mesmas oportunidades que estou a ter, mas nada alivia este vazio que sinto. Tento pensar que nada é mais natural do que estar a passar por isto, e que com o tempo tudo vai acalmar, mas, por mais que eu tente explicar, ninguém entende o quão dificil está a ser. É como se tivessem roubado aquilo que me equilibrava e mantinha de pé, e agora tenho que aprender a caminhar sozinha.
"I don't wanna run away but I can't take it and I don't understand. If i'm not made for you then why does my heart tell me that I am?"
* I'll say it again.. Miss u 2, and, believe me, my life is totally meanless without u.. but u know there's nothing I can do =( *

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Lutas sem sentido

É dificil acordar e ver que não foi só um sonho mau. Abrir os olhos ao dia e aos problemas, que nunca sairam de dentro de nós. Problemas que nos consomem as horas, a mente, a vida. E a minha precisa, urgentemente, de um novo sentido, de um outro rumo mais certo e justo. Não mereço isto.
Posso dizer, com toda a certeza, que nunca estive tão perto deste fundo sombrio onde, hoje, consigo, sem esforço, tocar. Queria ter a capacidade de me erguer de novo, mas o medo de voltar a cair é maior que qualquer vontade. E aqui vou ficando, tentando, apenas, fugir às recordações, principalmente às felizes, porque são, estranhamente, essas, as que mais magoam e ferem.
Já não choro. Esgotaram-se-me as forças e as lágrimas. Limito-me a lançar um olhar triste e, eternamente, inconformado a tudo o que me rodeia neste momento. Queria, apenas, deixar de sentir. Porque tudo o que sinto hoje, só faz sentido em mim, e nunca vai passar disso mesmo. Um sentimento inútil que sou obrigada a ignorar, porque nunca será suficiente. E não me canso de repetir: Não mereço isto.
Disseram-me que este é um beco sem saída que devemos evitar. E que para isso temos que ser mais fortes do que as forças que nos restam, mais fortes do que as forças que nos empurram e nos querem ver vencidos. Cansei-me de ser forte e ser vencida. E chego à conclusão que pouco importa se nos sentamos de braços cruzados, ou se lutamos por aquilo que queremos, porque, no final, nada depende de nós e da nossa luta.
Lutei e não merecia a derrota. Não merecia, principalmente, as feridas dessa guerra perdida. Mas a vida é feita de perdas e conquistas, e hoje, dói perceber, que a minha maior e melhor conquista, foi a minha mais dolorosa perda.
* And I miss u 2.. miss us *

sábado, fevereiro 19, 2005

I want my soul back

Está cada vez mais dificil cumprir a promessa de nunca desistir de mim. Os dias têm corrido devagar. Acho que é para que eu aproveite bem cada momento de tristeza. Deve ser isso.
O dia ontem foi comprido e melancólico. Dormi até tarde, porque adormeci tarde. É verdade, agora não consigo adormecer sem andar pelo menos umas duas horas às voltas na cama. Acordei sem muita paciência para nada nem ninguém. Arrastei-me para fora da cama e podia jurar que tinha uma daquelas núvens negras com raios e tudo como vemos nos cartoons, mesmo por cima da minha cabeça. Passei pela cozinha e agarrei na "Visão", que a minha mãe tinha acabado de trazer. Pelo menos deu para rir com o circo que estão a ser as campanhas para as eleições de amanhã.
Depois de almoço, ou depois de um copo de sumo, que foi a única coisa que consegui ingerir, ligou-me a Sónia a confirmar a nota de Relações Públicas. Parece que passou meio mundo menos eu, e estudei três dias seguidos para nada. Passei, então, toda a tarde enrolada no meu robe em frente ao aquecedor, a dizer a mim mesma que tinha que estudar. Não estudei.
Tomei banho e vesti a primeira coisa que me apareceu à frente. O Fred vinha-me buscar para ir até ao Very. Tem me ajudado muito. Embora nada consiga substituir aquilo que me falta, que completava os meus dias, o Fred tem demonstrado ser o amigo que eu sempre soube que era.
Tivemos uma ou duas horas com o Jacl. Já tinha saudades de "discutir" com ele. É sempre uma animação. No fim sobrei eu, o Fred e a Pipa. Jogámos uns jogos na máquina, trocámos uma palavra com o Ricardo (não estás gordo), até que implorei para voltar para casa. Estava sem paciência, sem animação e com sono. Cheguei a casa esgotada de não fazer nada. Vesti o pijama e demorei mais umas horas para adormecer.
Hoje o dia começou com uma dor de cabeça e um teste inesperado no BC. Correu bem, por isso a nota deve ser má. O resto do meu sábado vai-se, então, resumir a tentativas (falhadas) de estudo, e a nervos constantes por não reter nada do que está nos papéis à minha frente.
Não consigo dormir nem comer. Sinto-me doente. Estou cansada de andar assim, triste comigo por não conseguir mudar e ser diferente daquilo que fui até aqui. Enfim.. "o que não nos mata deixa-nos mais fortes"... O pior é quando não nos mata o corpo, mas mata-nos a alma.. e da minha, já não sei o que resta.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

"No interior da tua ausência"

"Resiste a aceitar a deriva ingrata dos tempos, o fim das antigas esperanças. Não quer abandonar a trincheira. Mas a guerra terminou."
Nada no Mundo descreveria melhor a minha atitude e os meus sentimentos perante o que vivo e o que recuso viver. E em nenhum outro momento acreditei mais que é a vida que nos guia e comanda, ora vendando-nos, ora mostrando-nos a verdadeira luz das coisas. Levando-nos, muitas das vezes, por caminhos perigosos e agoniantes. Caminhos que não queremos, nem sequer pensámos um dia percorrer, mas que nós próprios, inadvertidamente, trilhamos.
Escolhi o caminho mais fácil, talvez, porque foi o único que a vida me deu a conhecer. Andei pelo tempo a viver mentiras, sarando feridas que jamais fecharão. Agora sei o que sempre soube. Ceguei perante a dor que o meu futuro adivinhava. Menti-me e menti-te. E nunca me vou perdoar por isso.
Dormia sem querer acordar, até a vida me confrontar e pôr à minha frente aquilo que doeu tanto ver, que dói tanto lembrar, mas que foi a única maneira de perceber que posso, quero e consigo ser melhor do que sou hoje. Procurei a minha felicidade naquilo que pensei ser a tua. Busquei sentimentos que nunca existiram, e li nos teus olhos, que jamais existirão. Descobri por fim a verdade de todas as coisas. A felicidade existe sim. Mas raramente está onde julgamos poder encontrá-la.
Desisto de ti. De mim nunca. A guerra terminou.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Um dia para esquecer...

Hoje dormi mal. Há já algum tempo que não demorava tanto a adormecer e quando, finalmente, consegui, os problemas voltaram à minha cabeça em forma de sonhos confusos e destorcidos. Já conheço o ritual, mas nunca me vou habituar a ele. Depois de algumas horas acordei ainda pior, como se tivesse o peso do Mundo sobre as costas.
Levantei-me para estudar qualquer coisa para a última frequência do Semestre. Não fui capaz. As palavras misturavam-se com os meus pensamentos, e no final da página a única coisa que fazia sentido na minha cabeça era organização a rimar com coração. E o meu anda, terrivelmente, desorganizado. Hoje deu-me para lembrar de tudo de bom que passei nos últimos tempos, o que seria positivo se esses momentos já não tivessem chegado ao fim. É estranho como dói cada vez mais...
Depois de várias tentativas falhadas, decidi-me pela maneira mais fácil e pouco honesta. Cábulas. Imprimi qualquer coisa à pressa numa folha e sai logo a seguir. Pelo caminho até ao comboio fui passando de estação em estação de rádio, tentando fugir às músicas lamechas e aos anúncios do dia dos namorados, que vem aí para me atormentar. É incrível como até o calendário se virou contra mim!
Já no comboio, acrescentei mais uns conceitos às cábulas, ao mesmo tempo que tentava, inutilmente, reter qualquer coisa que estivesse lá escrito. Desisti passado uns segundos. Definitivamente, escolheram o pior dia para a pior frequência. Não conseguia pensar. A minha cabeça estava e está prestes a rebentar, e não há nada que atenue este sentimento de impotência misturado com tentativas contínuas de conformação.
Às 15h em ponto começou a frequência, e não foi preciso mais de um minuto para me desesperar perante as perguntas. Eram três, consegui, miseravelmente, fazer duas. Saí em pouco mais de uma hora. Era suposto ir beber café com o Zé, para lhe encher os ouvidos sobre os últimos acontecimentos, ao mesmo tempo que ele enchia os meus com aqueles curtos mas sempre certos "Eu avisei!", mas não me sentia capaz de falar sobre nada. Desmarquei. Fiquei à porta da sala à espera da Sónia, da Sandra e da Joana, mas foi a Neuza que acabou por me fazer companhia. Entretanto já tinha recebido uma mensagem do Paulo a pedir-me a resposta da pergunta dois, que até me pagava as sms. LoL! Foi a Neuza que o salvou e ditou-me a resposta, porque eu não fazia ideia.
Meia hora depois lá sairam elas, juntamente com a notícia que a nota de CAP já estava afixada. Não me preocupei. Achei que ia ter boa nota porque a frequência correu extremamente bem e eu até tinha feito todos os trabalhos. Subimos as escadas do pavilhão onde nos esperava um rapaz de camara de filmar ao ombro para captar as emoções. E que emoções. LoL! Tive 12.. Como disse a minha mãe, fazendo tudo menos me animar, se esta me correu bem e tive 12, não quero saber as outras. Fiquei ainda mais desanimada. Não queria que outros problemas afectassem a Faculdade, mas pelos vistos, é mais forte que eu.
Depois de uma conversa rápida com o Stor de CEG sobre a apresentação dos trabalhos na próxima segunda feira, e uma mini reunião improvisada com a Stora de Marketing, em que o momento alto foi quando o Paulo diz "Oh Stora curti bue aquela da Sangria! E a minha mãe também" LoL! (Só tu!), lá saímos da Faculdade.
No comboio fui sentada nas escadas. Há meses que vamos sempre sentadas nos bancos, mesmo nos dias mais improváveis, e hoje, logo hoje, não havia lugar. Já nada me admira. Falei pouco pelo caminho. Contei à Sandra, em traços largos, a última conversa que tive com o Pedro e nada mais. Não me apetece lembrar. Dói muito pensar que tudo se resume a um "Adeus".
Cheguei a casa já passava das 19h. Estava exausta. Deitei-me na cama e liguei a televisão, mas já nem me lembro o que estava a dar. Perdi-me nos meus pensamentos. Queria tanto conseguir desligar o meu cerebro durante umas horas e parar de pensar no que me faz mal, no que me magoa...
Tomei banho e jantei. Não comia praticamente nada desde segunda feira, mas hoje lá consegui. E agora aqui estou eu, a relatar o meu dia, e a pedir por tudo que o de amanhã seja melhor. Vou estar com a Xana. Desde que discutimos que nunca mais a vi e já lá vão quase seis meses. À noite vou sair com a Sandra, Joana, Sónia, Rui e quem aparecer. Preciso mesmo me distrair e esquecer por uns instantes a confusão que anda a minha vida.

"Muda de vida se tu não viveres satisfeito. Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar. Muda de vida, não tens que viver contrafeito. Muda de vida se há vida em ti a latejar" ... A única coisa boa do dia. A mensagem do Pedro (de Lagos) para me ajudar a levantar deste poço onde caí e insisto em permanecer. Obrigado*

* É o segundo dia sem ti, e ainda nada me parece certo... *

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Desculpa...

Nunca, até agora, tinha percebido porque é que nunca tive coragem de, finalmente, começar este blog. Depositar aqui parte de quem sou e falar a mim mesma do que me assola a alma. A verdade é que nunca precisei.. tinha-te a ti e aos teus olhos que me guiavam.
Hoje perdi-me porque deixei de te encontrar. E o vazio da tua ausência é um fardo demasiado pesado, que nunca aprenderei a carregar. Não te culpo por isso. Sei que foste até onde o teu coração te permitiu ir, sei que fizes-te e ainda hoje farias o que pudesses para me ver sorrir.. Mas o que sentes dói. E jamais vou conseguir entender e aceitar porque não pertencemos um ao lado do outro.
A partir de hoje vai ser diferente. Não vou acordar sabendo que, quer o dia seja mau ou bom, tu vais estar lá para me ouvir, para me animar ou apenas sorrires com a minha alegria. Naquelas noites em que eu me sinta triste e sozinha não te vou poder ligar, não vou poder ouvir a tua voz meiga tentando me acalmar, fazendo-me prometer que por ti, e só por ti, vou limpar as lágrimas e sorrir. Não vais mais deitar a cabeça no meu colo, enquanto eu brinco com o teu cabelo e me contas o que te preocupa.. E já sinto a tua falta. E continuo sem perceber de onde virão as forças que me manterão longe de ti...
Vou ter saudades sabes? E a única coisa que tenho na cabeça agora, são os teus olhos a pedirem aos meus que não se fechassem para ti. Desculpa se os meus olhos não aguentam ver que és feliz sem ser comigo. Desculpa se sou egoista a esse ponto. Mas tu mesmo disses-te, ninguém manda no coração. E o meu diz-me que tenho que gostar de ti e sofrer por ti se for preciso, porque fazes parte de mim e isso, nunca vais poder mudar..
Espero que amanhã doa menos que hoje, e que daqui a um tempo possa voltar a sentir o teu abraço. Aquele abraço apertado que me fazia a pessoa mais feliz do Mundo. Amo-te.