I want my soul back
Está cada vez mais dificil cumprir a promessa de nunca desistir de mim. Os dias têm corrido devagar. Acho que é para que eu aproveite bem cada momento de tristeza. Deve ser isso.
O dia ontem foi comprido e melancólico. Dormi até tarde, porque adormeci tarde. É verdade, agora não consigo adormecer sem andar pelo menos umas duas horas às voltas na cama. Acordei sem muita paciência para nada nem ninguém. Arrastei-me para fora da cama e podia jurar que tinha uma daquelas núvens negras com raios e tudo como vemos nos cartoons, mesmo por cima da minha cabeça. Passei pela cozinha e agarrei na "Visão", que a minha mãe tinha acabado de trazer. Pelo menos deu para rir com o circo que estão a ser as campanhas para as eleições de amanhã.
Depois de almoço, ou depois de um copo de sumo, que foi a única coisa que consegui ingerir, ligou-me a Sónia a confirmar a nota de Relações Públicas. Parece que passou meio mundo menos eu, e estudei três dias seguidos para nada. Passei, então, toda a tarde enrolada no meu robe em frente ao aquecedor, a dizer a mim mesma que tinha que estudar. Não estudei.
Tomei banho e vesti a primeira coisa que me apareceu à frente. O Fred vinha-me buscar para ir até ao Very. Tem me ajudado muito. Embora nada consiga substituir aquilo que me falta, que completava os meus dias, o Fred tem demonstrado ser o amigo que eu sempre soube que era.
Tivemos uma ou duas horas com o Jacl. Já tinha saudades de "discutir" com ele. É sempre uma animação. No fim sobrei eu, o Fred e a Pipa. Jogámos uns jogos na máquina, trocámos uma palavra com o Ricardo (não estás gordo), até que implorei para voltar para casa. Estava sem paciência, sem animação e com sono. Cheguei a casa esgotada de não fazer nada. Vesti o pijama e demorei mais umas horas para adormecer.
Hoje o dia começou com uma dor de cabeça e um teste inesperado no BC. Correu bem, por isso a nota deve ser má. O resto do meu sábado vai-se, então, resumir a tentativas (falhadas) de estudo, e a nervos constantes por não reter nada do que está nos papéis à minha frente.
Não consigo dormir nem comer. Sinto-me doente. Estou cansada de andar assim, triste comigo por não conseguir mudar e ser diferente daquilo que fui até aqui. Enfim.. "o que não nos mata deixa-nos mais fortes"... O pior é quando não nos mata o corpo, mas mata-nos a alma.. e da minha, já não sei o que resta.

2 Comments:
my only love sprung from my only hate =( ...
miss u
Miuda, bora lá ao cinema e beber um café esta semana, ya? Tiras o cú de casa e vens até Lx ;) ***
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