sábado, fevereiro 24, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Freeze
Se os ponteiros do relógio parassem e ficássemos presos num só momento como se fosse para sempre, então esse tal momento seria exactamente este. Onde me encontro e não avanço. Onde não distingo as formas do futuro que é suposto haver. É como estar presa algures num espaço que desconheço. Um espaço repleto de pequenas janelas onde observo passivamente toda a vida que é vivida.
Doiem as amarras invisíveis que me ferem os pulsos e me prendem os movimentos. E a fadiga de coisa nenhuma é tão forte e intensa que me privo da luta que já não me acho capaz de lutar. Tranquei todos os meus pontos de fuga e deitei a chave fora. Esqueci o caminho que devia descobrir e percorrer à medida que o tempo passa sem passar.
* Hoje, aqui e agora. Para sempre. *

