Justiça Divina?
Escolho uma das cadeiras e fico a ver o filme passar. Sei que faço parte dele, mas o desenrolar da trama vai muito além de esforços e de expectativas. O limite é a espontaneidade do destino que afinal esteve sempre marcado. Ali tenho a noção que o Mundo é perfeito, camuflado por momentos aparentemente sem sentido, que afinal são os grandes motores da história de cada um. É uma máquina impar, certa ao milímetro, que acaba por corrigir todas as falhas que lhe possamos induzir.
Perceber este ciclo é um misto de sensações. É a coragem e a força que nos são restabelecidas quando a justiça acontece. É a pena e o sentimento de culpa por não termos sabido ser melhores que isto, e continuarmos tantas e tantas vezes passivos perante a passividade dos nossos. Seja como for, é reconfortante ver que no fim são os bons valores que prevalecem.
* Não é alegria. É o alívio do peito que já respira justiça. *
