quarta-feira, abril 11, 2007

Quando o passado te cai nas mãos...

Hoje o destino é irónico e faz das nossas vidas brincadeira de fim de tarde. Imagino-te agora no teu macabro refúgio, desprovido de alma e de coração, mas sentindo, ainda assim, a dor das feridas que tu próprio abriste. Por esta altura já te apercebeste que as tuas acções são afinal eternas, como o peso que por certo terás sobre o que resta da tua consciêcia.
Pensas que amanhã é outro dia e que o tempo vai arrumar tudo o que fizeste questão de deixar fora do sítio. Ingénuo. Por ti o tempo não fará nada para além de acentuar esse estado caótico onde te encontras sem dares a perceber. Viverás para sempre o mesmo dia. Sem paixão, sem cor, sem o vermelho do sangue que não quiseste mais.
Talvez aches que é um fardo demasiado pesado para um crime como o teu, ou talvez até ignores a punição como ignoraste aquilo que tinhas de mais precioso. Mas não te percas em ilusões. A justiça acaba sempre por acontecer e o passado acertará finalmente contas contigo.
* Fazer justiça às vezes também doi. Acredita que doeu. *