Everlasting memories
Ando tão cansada. Parece que a fase positiva que parecia atravessar, acabou. Tenho estado triste e sem vontade de fazer, até as coisas de que mais gosto. E não sei explicar porquê. Recuso-me a acreditar que sejam, aindam efeitos daquela desilusão, porque não doi tanto quando relembro.
Acho que é tudo junto. Esta altura do ano traz-me mais recordações do que os outros meses todos. E tenho pensado muito em como as coisas eram, e como as coisas estão agora, doze meses depois. Faz-me mal essa comparação, apesar de tentar acreditar que estou melhor agora. Não sei se estou, mas tenho, forçosamente, que estar.
Neste momento não me sinto com forças para enfrentar, sequer o semestre que aí vem, e não fosse o simples prazer de escrever e de despejar para aqui palavras em tom de desabafo, nem isto me apeteceria fazer. O tempo deste fim de semana está destinado, então, aos trabalhos que não quero fazer e que não fiz durante as férias. Férias essas que não tive por causa do estágio. Definitivamente, estou a passar um mau bocado.
Há uns tempos que não sentia esta necessidade de desligar o cérebro. Não páro de ver e rever imagens, boas e más, na minha cabeça. Penso para mim "Hoje faz um ano que isto.. Hoje faz um ano que aquilo", e enterro-me no passado até não conseguir
sair e voltar à realidade de agora. Guardei, literalmente, muitas recordações no fundo da gaveta, na esperança de que, mais tarde ou mais cedo, me acabe por esquecer delas. Mas por enquanto sei que lá estão, e que me magoam e irão magoar quando pensar em tocar-lhes de novo.
sair e voltar à realidade de agora. Guardei, literalmente, muitas recordações no fundo da gaveta, na esperança de que, mais tarde ou mais cedo, me acabe por esquecer delas. Mas por enquanto sei que lá estão, e que me magoam e irão magoar quando pensar em tocar-lhes de novo.
Mantenho-me, então, longe do que me poderá magoar, mas no fundo nunca percebi o que provoca maior dor. O esforço para manter distância ou a própria distãncia em si. Além disso dou por mim, muitas das vezes, com receio do que os outros possam pensar ou dizer das minhas atitudes. Porque, admito, há momentos em que a saudade é maior que qualquer força ou vontade, momentos em que me sinto sozinha e tenho o impulso de procurar aquilo de que me afastei. Contudo, vem-me também à memória tudo o que tenho visto e sentido. Coisas que me levam a duvidar de sentimentos e que me levam a pensar que foi tudo, definitivamente, destruído.
Não consigo encontrar a lógica da situação, e já não me percebo. Não consigo descrever, exactamente o que sinto, mas sei que tenho, mais do que a cabeça, o coração muito confuso. Acima de tudo resta muita saudade. Talvez não o devesse admitir, talvez até seja um enorme erro sentir, mas, de facto, resta mesmo muita saudade, e uma aparente certeza de que nada do que foi, foi de verdade.
* 03.04.2004 ... I wonder if you remember *

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home