Life goes on.. And it feels so damn good
Pára tudo e começa de novo quando a vida já não der para mais. Foi isso que aprendi e aprendo agora, à medida que o tempo e o destino avançam, destemidos, sobre mim. Mas já não os temo. Já os conheço e sei que sao perversos e maliciosos.
A dor torna-nos realmente mais fortes, e tudo o que acontece não é por mero acaso. Olho para mim e para a minha vida, e já não sinto pena ou mágoa. Sinto o gosto amargo da realidade que não vi, mas sinto, principalmente o alivio do fim. Aquele alivio que, por significar deixar de ter o que queria, sempre pensei não existir. Não sabia o que queria. Não sei porque o quis.
Estou calma e tranquila com o presente e sei que a bonança procede sempre a tempestade. E esta tempestade vai, cada vez mais, perdendo a sua força, não passando agora de uma leve briza que ameaça deixar de existir. Tenho neste momento uma certeza enorme de que o meu futuro será melhor assim, separado do passado. Mas não o esqueço. Pelo contrário. Todos os dias quando acordo me lembro dele e sinto que tomei a atitude mais certa e sensata.
Cada um escolhe o que pensa ser o melhor para si. Até aqui escolhi que iria ser e viver para quem amo. Hoje escolho esquecer quem amei. Não é um abandono nem um virar de costas, um castigo infantil por uma derrota injusta. É apenas uma escolha. Pensada e ponderada, mas, principalmente, sentida.
Estive quase a tocar o arrependimento. Mas não. Não há arrependimento. Há somente uma ténue desilusão, e um descobrir daquilo que nunca quis ver, mas que era tão óbvio. Há, essencialmente, uma enorme certeza de que não devo chorar, porque não fui eu quem perdeu. Quem perdeu foi quem não me escolheu. E vai aprender isso da pior maneira.
* Thank you for making me stop loving you *
/on Toranja "Carta" «Ainda magoas alguém..»

1 Comments:
Como diriam os Dealema, "Isto é música de enterro, não existe arrependimento, viajamos á velocidade do tempo".
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